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domingo, 30 de setembro de 2012

Tradição Martinista


A 
ORDEM DOS ELUS COHEN DO UNIVERSO


FUNDADA POR 
MARTINEZ DE PASQUALLY


O 
nome completo era Jacques de Livron Joachin de la Tour de la Casa Martinez 
de Pasqually. Nasceu em Grenoble, França, em 1727. Seu pai tinha uma 
patente maçônica emitida por Charles Stuart, Rei da Escócia, 
Irlanda e Inglaterra, fechada em 20 de maio de 1738, outorgando-lhe o cargo 
de Grande Mestre Delegado, com autoridade para levantar templos para a glória 
do Grande Arquiteto do Universo, e para transmitir a referida Carta Patente 
a seu filho maior. A patente e os poderes foram transmitidos depois de sua 
morte a seu filho que tinha 28 anos.



Martinez foi um grande homem que tentou durante toda a sua vida, infundir 
a espiritualidade à Maçonaria.



A doutrina de Martinez se expõe em um único livro que escreveu: 
Tratado da Reintegração dos Seres. É um comentário 
sobre o Pentateuco. Ele fundou uma ordem não estritamente maçônica, 
senão composta exclusivamente por maçons: "Ordem dos Cavaleiros 
Elus Cohen do Universo / Ordem dos Cavaleiros Maçons, Sacerdotes Eleitos 
do Universo". Esta Ordem complementava os tradicionais três graus 
maçônicos, Aprendiz, Companheiro e Mestre, com um sistema de 
Altos Graus.



Em 1774, Martinez fundou, em Montpellier, França, um Capítulo 
Maçônico "Os Juizes Escoceses". Entre 1755 e 1760, 
Martinez viajou pela França, recrutando membros para sua organização. 
Em 1760, fundou em Foix, França, o Capítulo "O Templo Cohen". 
Em 1761, fundou em Bordeaux, França, a Loja "A Perfeição 
Elus Escocesa". Os membros fundadores foram o Conde D'Alzac, o Marques 
de Lescourt, os irmãos D'Auberton, de Oasen, de Bobié, Jules 
Tafar, Morris e Lecembard.



Em 26 de maio de 1763, Martinez enviou sua Patente de Stuart à Grande 
Loja da França, informando-lhes que havia fundado em Bordeaux, um Templo 
de cinco graus de perfeição, dos quais Martinez era o fiador, 
sob os termos da patente do Rei Stuart da Escócia, Irlanda e Inglaterra, 
grande Mestre de todas as Lojas espalhadas sobre a face da Terra". O 
nome da Loja foi trocado para "A Francesa Elus Escocesa". Em 1° 
de março de 1765 a Grande Loja da França a aprovou e registrou 
esta Loja.



Em 1765, Martinez viajou a Paris, de onde organizou sua futura Loja parisiense. 
Em 21 de março de 1757, fundou o "Tribunal soberano dos Elus Cohen", 
com Bacon de la Chevaliere, como seu delegado. Desde 1770 o Rito dos Elus 
Cohen tinha templos em numerosas cidades: Bordeaux, Montpellier, Avignon, 
Foix, La Rochelle, Verssailles, Paris e Metz. Um templo se abriu em Lyon, 
e graças ao entusiasmo do discípulo Jean Baptiste Willermoz, 
esta cidade se converteu em um centro espiritual desta Ordem por muitos anos. 
Em 20 de setembro de 1774, Martinez faleceu em Port aux Prince, Haiti.



A Ordem dos Elus Cohen se dividia em três classes:

Primeira Classe: Continha os três graus da Maçonaria Simbólica 
(1) Aprendiz, (2) Companheiro e (3) Mestre e mais um quarto grau de (4) Grande 
Eleito ou Mestre Particular.

Segunda Classe: compreendia os chamados Graus do Pórtico ou Átrio 
de

(5) Aprendiz-Elus Cohen, (6) Companheiro-Elus Cohen e

(7) Mestre-Elus Cohen. Terceira Classe: continha os Graus de Templo de (8) 
Grande Mestre Elus Cohen

(9) Cavaleiro do Este ou Grande Arquiteto e (10) Comandante do Este ou Grande 
Eleito de Zorobabel. 



Além deste, existia um grau secreto: o de (11) Reau-Croix,

que não deve confundir-se com o grau Rosa Cruz, que apareceria mais 
tarde na Maçonaria. Neste grau, o iniciado se colocava em contato com 
os planos espirituais além do físico, através de invocações 
mágicas e práticas teúrgicas. O objetivo da Ordem era 
alcançar a visão beatífica do Reparador Jesus Cristo, 
como resposta a suas evocações mágicas.



Martinez conferiu o título de "Juiz Soberano e Superior Incógnito 
da Ordem" a seus discípulos Bacon de La Chevaliere, Johan Baptiste 
Willermoz, de Serre, Du Roy, D'Hauterive e de Lusignan.



Antes de sua morte, ocorrida em 1778, Martinez havia designado como sucessor, 
seu primo Armand Cagnet de Lestére, que faleceu em 1778, logo após 
transmitir seus poderes ao "Mui Poderoso Mestre" Sebastian de las 
Casas. A continuação suscitou numerosas disputas nos templos 
da Europa e geraram divisões que impediram unificar o Rito. Supõe-se 
que se transmitiu de pessoa para pessoa, dentro de cenáculos conhecidos 
como Areópagos Kabalísticos, de nove membros da Ordem. Um dos 
últimos nomes que se dispõe é o de um tal Destigny, que 
morreu em 1868.



Ao finalizar a Segunda Guerra Mundial, três iniciados S.I., fundaram 
uma Ordem Martinista dos Elus Cohen, Um deles foi o Grande Mestre Robert Ambelain 
(Sar Aurifer), com materiais diversos. Esta ordem pratica o caminho teúrgico 
dos Elus Cohen, porem é muito duvidoso que seja a continuação 
dos mesmos. Em 22 de agosto de 1996, Sar Aurifer vivia em Paris, França.



Nota: Em 1895, Papus admitiu possuir rituais e arquivos originais da Ordem 
dos Elus-Cohen, que chegaram a suas mãos, seguindo o seguinte trajeto:

1) os arquivos passaram primeiro pelas mãos de Willermoz, aproximadamente 
em 1782;

2) de Willermoz passaram para as mãos de seu sobrinho;

3) deste sobrinho para a viúva do mesmo;

4) desta viúva para M. Cavernier, um estudante de ocultismo;

5) que por mediação de um vendedor de livros chamado M. Elie 
Steel, Papus foi posto em contato com Carvenier;

6) que permitiu a Papus copiar os principais documentos.

Os 
ensinamentos dos Elus Cohen

Arthur Edward Waite indica os seguintes estudos dos "Sacerdotes Eleitos" 
ou "Elus Cohen". Os três primeiros graus são maçônicos. 
Os seguintes tratam de:

Quinto Grau Aprendiz Eleito Cohen: a instrução deste grau divide 
o conhecimento sobre a existência do Grande Arquiteto do Universo e 
sobre o princípio da emanação espiritual do homem. Mesmo 
a Ordem é emanada do Criador e tem sido perpetuada até nossos 
dias por Adão, de Adão para Noé, de Noé para Melquizedeque, 
portanto a Abraão, Moisés, Salomão, Zorobabel e Cristo. 
O sentido desta transmissão dogmática é que sempre tem 
existido uma Tradição Secreta no mundo, e que sucessivas épocas 
a tem manifestado com sucessivas custódias. È com este sentido 
que a Ordem diz Ter o propósito de manter o homem e sua virtude primitiva, 
com seus poderes espirituais e divinos.



Sexto Grau Companheiro Eleito Cohen: o estudante aprende a Caída do 
Homem. Ele é passado da perpendicular ao triângulo, ou da união 
do Primeiro Princípio ao da triplicidade das coisas existentes. O grau 
de Companheiro tipifica essa transição. Ao Candidato desfazer 
a Queda, na qual seu próprio espírito se acha submerso.



Sétimo Grau Mestre Eleito Cohen: simbolicamente o Candidato passa do 
triângulo ao círculo. Trabalha nos círculos de expiação 
que dizem ser seis, em correspondência com as seis concepções 
utilizadas pelo Grande Arquiteto na construção do Templo Universal. 
Se explica o simbolismo do Templo de Salomão. Estimula-se os membros 
deste Grau a caridade, aos bons exemplos e a todos os deveres da Ordem, para 
a reintegração de seus princípios individuais, simbolizados 
no Mercúrio, o Enxofre e o Sal.



Oitavo Grau Grande Mestre Eleito Cohen Particular: o candidato entra no círculo 
da reconciliação. Estimula-o a abraçar a causa da luta 
contra o mal sobre a terra, que tenta destruir a Lei divina. Devem ser soldados 
do Reconciliador, o Cristo. Se adverte o candidato a não ingressar 
em ordens secretas que pervertem os ensinamentos recebidos. Simbolicamente 
o candidato tem 33 anos.



Nono Grau Grande Arquiteto ou Cavaleiro do Este: simbolicamente o candidato 
tem 80 anos. É um Grau de Luz e o Templo se abre com todas as luzes 
acesas. Existem quatro Guardiões, que representam aos quatro ângulos 
dos quatro pontos cardeais do céu. Se estudam os mistérios das 
Tábuas Enoquianas de John Dee.



Os membros deste grau se ocupam da purificação de seus sentidos 
físicos, de modo a poder participar na obra do Espírito Santo. 
Se lhes instrui a construir novos Tabernáculos e a destruir os antigos. 
Estes quatro tabernáculos são:



1) O corpo do homem;

2) O corpo da mulher;

3) O Tabernáculo de Moisés;

4) O Tabernáculo do Sol, ou Tabernáculo temporal espiritual 
no qual o Grande Arquiteto do Universo destinou conter os nomes sagrados e 
palavras sagradas de reação espiritual e material. Se pronuncia 
o nome de Cristo pela primeira vez no Rito.



Décimo Grau Grande Eleito de Zorobabel ou Comandante do Este: o Candidato 
trabalha sobre a Redenção. É muito pouco do que se pode 
dizer desse Grau.



Décimo Primeiro Grau Cavaleiro Reaux Croix: sem dados. Supõe-se 
que simboliza a realização de Cristo.



As 
Ordens Martinistas Modernas


A 
tradição do Martinezismo ou seja de Martinez de Pasqualy e o 
pensamento de Saint Martin ou o Martinismo estão disseminados em todo 
o mundo através destas três ramificações principais: 


A ordem que está a mais próxima a Pasqualy é a Ordem 
dos Chevaliers Elus Cohens de l`Universe com 5 graus.

A ordem mais próxima a Willermoz é Os Cavaleiros Benfeitores 
da Cidade Santa, um rito maçônico antigo que foi reorganizado 
por ele em 1778.

E 
há então as Ordens próximas a Papus baseadas no trabalho 
de Saint Martin, e que foram nomeadas como A Ordem dos Filósofos Desconhecidos 
(Silencieux Inconnus de Ordre), mas que é mais conhecida como Ordem 
Martinista ( L`Ordre Martinisme). 

Certamente os Elus-Cohen os Cavaleiros Benfeitores têm a relação 
mais forte com a maçonaria.

Não 
há historicamente documentos que comprovem que Saint-Martin fundou 
realmente uma ordem, entretanto existe um rito maçônico chamado 
Rito Retificado de Saint Martin, constituída de dez graus, que mais 
tarde foram reduzidos a sete, a saber: 

1. Aprendiz 2. Artesão ou journeyman 3. Mestre 4. Mestre Antigo 5. 
Mestre Eleito 6. Grande Arquiteto 7. Mestre Secreto 8. Príncipe de 
Jerusalém 9. Cavaleiro da Palestina

10. Kadosh 

Posteriormente :

1. Aprendiz 2. Artesão ou journeyman 3. Mestre 4. Mestre Perfeito 5. 
Mestre Eleito 6. Escocês 7. Santo


Criação 
da Ordem dos Filósofos Desconhecidos

Quase 
todas as ordens Martinistas modernas são uma manifestação 
do bom trabalho de Papus (Dr. Gerard Encausse, 1865-1916), que criou ou se 
preferirem, revitalizou, o pensamento de Saint Martin durante o período 
de 1882-91. Recrutou diversos de seus irmãos em 1888 para dar forma 
ao primeiro conselho supremo Martinista, a fim de regularizar as diversas 
iniciações Martinistas livres da época. Em 1891 este 
conselho sob a direção de Papus deram forma a uma organização 
chamada Ordem Martinista ou Ordem dos Superiores Incógnitos com três 
graus, é reconhecido que esta Ordem Martinista que foi baseado em dois 
Ritos Maçônicos extintos: o Rito de Elus-Cohens (de Pasqually) 
e o Rito Retificado de Saint-Martin De características templárias 
dividiram a iniciação em três partes: S.I. - P.I. e L.I. 
Entretanto, com o tempo o grau S.I. (originalmente apenas um grau) foi dividido 
em quatro partes, como mostramos abaixo, e esta divisão causou muita 
confusão entre os diferentes ramos do Martinismo. Algumas ordens dividiram-no 
somente em três partes, e fizeram mais um grau o S.I.I ou Circulo dos 
Filósofos Desconhecidos. :



1) associado ou (S.I. I) 2) iniciado ou (S.I. II)

3) superior incógnito ou (S.I. III) 4) filósofo desconhecido 
(P.I.)(S.I. IV) 5) S.I.I. ( Filósofo Desconhecido; P.I.)

6) Livre Iniciador (L.I.)

Certamente alguns Martinistas preferiram continuar seus trabalhos de forma 
independente. Era Martinistas " livres ". Ainda se tem noticias 
de que há ainda algum Martinistas livres, independentes não 
associados com as chamadas Ordens regulares.



As Ordens Sinarquica( Synarchy), Martinista (Ordre Martiniste), e a Ordem 
Martinista de Elus Cohen (Ordem de Martinist do Elus Cohens) são consideradas 
theurgicas da linha de Martinez de Pasqually menos mística que as Ordens 
fundadas com a orientação em Louis Claude de Saint Martin. Há 
também outras ordens regulares menos conhecidas dentre as quais: ìRussianî 
que descende de Papus quando de sua visita à corte do Czar Nicholas 
e a Belgo/ Holandesa. As ordens as mais antigas em existência, derivando-se 
todas da ordem de Papus são estas: a Ordem Martinista Sinarquica (Synarchy 
de Martinist), a Tradicional Ordem Martinista TOM (Tradicional de Martinist) 
e finalmente a Ordem Martinista ( Ordre Martiniste. )



As Ordens Martinistas em geral se reúnem em grupos, dependendo do número 
de participantes, cada uma possui um nome diferente:

Círculo (sete membros ou menos) , Heptada (sete Membros ou mais) , 
Loja (vinte e um membros ou mais) . Vale notar que a Tradicional Ordem Martinista 
somente possui um organismo previsto em sua constituição , a 
que chamamos de Heptada , que é constituída de no mínimo 
21 membros de preferencia SI na sua fundação.



A base dos ensinamentos em todas as Ordens incluem Misticismo Cristão, 
Teosofia, Kabbalah, Hermetismo, e outros assuntos esotéricos semelhantes. 
A filosofia Martinista está inspirada no teosofismo clássico 
e nos trabalhos de Jacob Boehme, Swedenborg, além é claro em 
Martinez de Pasqually, Jean-Baptiste Willermoz e Louis-Claude de Saint Martin. 




A maioria dos historiadores confirmam que foram membros Martinistas dos diversos 
segmentos proeminentes figuras do mundo esotérico, como: Papus, Arthur 
Edward Waite, Eliphas Levi, Margaret Peeke, Henri Delaage, Maria Desraimes 
e Gearges Martin, Helena Petrovna Blavatsky, Coronel Olcott, Annie Besant, 
James Ingall Wedgwood, Charles Webster Leadbeater e outros, e muitos Rosacruzes 
e Maçons da Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França, e 
E.U.A.. 



Vamos agora tentar resumir o pensamento e a estrutura das maiores Ordens Martinistas 
no mundo.

Ordem 
Martinista de Papus (L`Ordre Martiniste)


É 
o nome da primeira ordem criado por Papus em Paris 1888. Papus foi o primeiro 
Soberano Grande Mestre de 1888 até a sua morte em 1916. O seu primeiro 
Conselho Supremo foi constituído dos seguintes Irmãos: 



1. Papus (o Grande Mestre ) 2. Pierre Augustin Chaboseau 3. Paul Adam 4. Charles 
Barlet 5. Maurice Barres 6. Burget 7. Lucien Chamuel, 8. de Stanislas Guaita 
9. LeJay 10. Montiere 11. Josephin Peladan 12. Yvon Le Loup (Sedir) 13. Eduoard

Maurice Barres e Josephin Peladan foram posteriormente substituídos 
por Marc e Emile Michelet. O Dr. Blitz de Edouard , Delegado Soberano no E.U.A., 
também era um membro do Conselho Supremo, entretanto ele é negligenciado 
freqüentemente na história do Martinismo, provavelmente porque 
ele deixou a Ordem, depois de uma controvérsia com Papus que não 
pretendia manter a subordinação maçônica em sua 
organização. 



A sucessão de Papus na linhagem de Saint Martin era assim: 



1. o Louis-Claude Saint Martin (1743-1803) 2. Jean-Antoine Chaptal (de Compte 
Chanteloup)(morto em 1832) 3. (?)X 4. Henri Delaage (morreu 1882) 5. Dr. Gérard 
Encausse. 



Porém, havia um elo, ou melhor, um vácuo (o X) na linhagem de 
Papus, assim em 1888, Augustin Chaboseau (um membro do Conselho Supremo original 
de 1888) e Gérard Encausse trocaram Iniciações pessoais 
para consolidar a sucessão. A Ordem Martinista se constituiu então 
de duas linhagens espirituais, a que vimos acima e a seguinte: 



1. o Louis-Claude de Saint Martin (1743-1803) 2. Abbe de la Noue (morreu 1820) 
3. J. Antoine-Marie Hennequin (morreu 1851) 4. Adolphe Desbarolles (morto 
em 1880) 5. Henri la de Touche (Paul-Hyacinthe de Nouel de la Touche)(morto 
em 1851) 6. a marquesa de Amélie de Mortemart Boisse 7. Pierre Augustin 
Chaboseau.



Depois de morte de Papus , Charles Detré (nome místico Teder 
) se tornou o Soberano Grande Mestre, ele decidiu limitar a afiliação 
à Ordem Martinista (L`Ordre Martiniste) para Mestres Maçons, 
especialmente do Rito de Memphis & Misraim. Claro que isto significou 
que as mulheres seriam excluídas do Martinismo, e isto também 
não estava de acordo à filosofia do Martinismo original. Naturalmente 
isto causou grande discordância entre os membros, e vários membros 
do Conselho Supremo original de 1891 deixaram a Ordem.

Ordem 
Martinista Martinezista (L'Ordre Martiniste-Martineziste de Lyons)




É o nome que Detré deu para a ordem em 1916, depois de ter mudado 
para Lyon e levado a Ordem com ele. Então, poderíamos considerar 
a Ordem Martinista original de Papus como morta, pelo menos até que 
depois de vários anos ela fosse reativada pelas inúmeras outras 
organizações que se fundaram. A linha de sucessão da 
Ordem Martinista-Martinezista é: 



0. (Papus 1888-1916) 1. Charles DetrÈ (Teder) (1916-1918) 2. Jean Bricaud 
(1918-1934) 3. Constantin Chevillon (1934-1944) 4. Henri-Charles Dupont (1944-1958) 
A exigência maçônica de Detrè em 1916, foi a primeira 
causa da criação de todas as Ordens Martinistas modernas e mistas. 



Ordem 
Martinista de Paris (L`Ordre Martiniste de Paris)




Fundado em 1951 por Philippe Encausse (o filho de Papus). Ele havia reunido 
vários Martinistas livres da França e formou a uma ordem baseada 
da constituição original. 



Phillipe Encausse sendo o Grande Mestre fundiu-se com a Federação 
das Ordens Martinistas, com A Ordem Martinista e Elus Cohen ( L`Ordre Martiniste 
e o Martinist Order do Elus Cohen de Robert Ambelain) e removeu a exigência 
da qualificação maçônica pela qual era determinada 
a pré-afiliação. Ele resignou como Grande Mestre em 1971, 
e teve como sucessor Irénée Séguret. Philippe Encausse 
retomou a direção em 1975 e resigna finalmente em 1979. O Irmão 
Emilio Lorenzo encabeça atualmente a Ordem. A linhagem é: 



1. Papus (morreu 1916) 2. o Charles Deter ( Teder, morreu em 1918) 3. Jean 
Bricaud (morreu em 1934) 4. Chevillon (morreu em1944) 5. Charles-Henry Dupont 
(morreu 1960) 6. Philippe Encausse (se aposentou em 1960) 7. IrÈnÈe 
SÈruget (1971-74) 8. Emilio Lorenzo (1979) 

Ordem 
Martinista Belga (L'Ordre Martiniste Belge)


Criado em 1968 e encabeçada pelo astrólogo belga e membro anterior 
do Conselho Supremo da Ordem Martinista, Gustave-Lambert Brahy. Os membros 
de seu Conselho Supremo eram: Gustave-Lambert Brahy, Pierre-Marie Hermant, 
Stéphane Beuze e Maurice Warnon (que resignou em 1975 para trabalhar 
na Ordem Martinista dos países Baixos). Todos os quatro eram membros 
anteriores do Conselho Supremo da Ordem Martinista. Esta Ordem desapareceu 
praticamente com o falecimento de Gustave Brahy em 1991. Há só 
um Grupo permanecendo, sob a direção de Irmão Loruite. 




Ambas as Ordens Martinista Belga e Países Baixos foram criadas a pedido 
de Philippe Encausse. A razão disto era a discordância interna 
na Ordem Martinista sobre qual afiliação religiosa a ordem deveria 
ter. Muitas religiões independentes e igrejas Gnósticas eram 
populares entre os Martinistas, mas alguns preferiam o silêncio a aderir 
a estas igrejas. Quando a Ordem Martinista ( L`ordre Martiniste) em 1968 confirma 
uma aliança com a igreja Gnóstica (fazendo dela a religião 
oficial da ordem), muitos membros objetaram a esta limitação 
da liberdade religiosa. Então, para permitir para os membros mantivessem 
a liberdade para adorar nas igrejas de sua escolha, eles ofereceram as duas 
outras ordens como uma alternativa. 

Ordem 
Martinista dos Países Baixos (L'Ordre Martiniste de Pays-Bas)



Foi introduzido nos Países Baixos em 26 de Setembro de 1968, o Presidente 
da Federação das Ordens Martinistas localizou em Paris Maurice 
H. Warnon de Bruxelas (um membro anterior do Conselho Supremo da L`Ordre Martiniste) 
ele foi designado por Philippe Encausse como Representante Nacional e Soberano 
para o Países Baixos, com a missão de esparramar as idéias 
Martinistas e iniciações naqueles países em particular. 




Depois de trabalhar bem de perto na Ordem Martinista francesa, ficou evidente 
que os membros holandeses objetaram à relação íntima 
da Organização francesa com a igreja Gnóstica e Apostólica, 
pois a maioria deles que é de origem protestante. Eles quiseram manter 
uma liberdade completa de religião. Philippe Encausse sugestionou a 
criação de um segundo ramo separada da árvore original. 




A decisão pela independência começou em Setembro de1975, 
durante a reunião anual dos membros da Ordem nos Países Baixos. 
Uma Constituição nova foi adotada e subseqüentemente, a 
" Ordem des Martiniste Pagar-Bas " foi fundado 12 de setembro do 
mesmo ano, pela transmissão dos poderes do Representante Nacional da 
Ordem Martinista francesa para o Conselho Supremo recentemente criado dos 
Países Baixos. Os membros de seu Conselho Supremo eram: Maurice Warnon, 
Augustus Goetmakers, Bep Goetmakers, Femke Iken, Annie Iken e Joan Warnon-Poortman. 




A Ordem Martinista dos Países Baixos não é uma jurisdição 
territorial, mas uma orientação específica do movimento 
de Martinista. 

Ordem 
Martinista dos Elus Cohens (des Ordem Chevaliers Maçons Elus-Cohen 
de l'Univers)




Originalmente fundado por Martinez de Pasqually em 1768. Foi fundido com alguns 
ritos Maçons pelo discípulo dele e sucessor Jean-Baptiste Willermoz. 
O Dr. Blitz de Eduoard, um companheiro antigo de Papus, trabalhou com os Cavaleiros 
Benfeitores da Cidade Santa de Willermoz, nos E.U.A., e consequentemente mantinha 
a exigência de afiliação maçônica. Depois 
da Segunda Guerra Mundial, Robert Ambelain (Sar Aurifer),era seu Grande Mestre 
e mantinha rituais Elus Cohen que ele tinha obtido de várias fontes 
, reavivou a Ordem Martiniste des lus Cohens que praticava justamente esta 
forma operativa de teurgia. Ambelain também preservou somente esta 
Ordem aos Homens. 



A Ordem original do Cohens Eleitos tinha trabalhado de 1767 a pelo menos até 
1807. De lá para cá a linhagem está quebrada ou pelo 
menos incompleta. Estes são o iniciados principais da Ordem dos Cavaleiros 
Maçons Eleitos do Elus Cohen do Universo na França: 



1. Martinez de Pasqually 1767-1774 2. Caignet Lestere 1774-1779 3. o Sebastian 
las de Casas 1780 4. G.Z.W.J. 1807 de 1942-1967: 1. Robert Ambelain (Aurifer) 
1942-1967 2. Ivan Mosca (Hermete) 1967-1968 

No seguimento Italiano : 1. Krisna Frater 2. Francesco Brunelli 



Os graus transmitidos nos Elus Cohen são assim: 

1º grau - o Mestre Elus-Cohen 2º grau - Cavaleiro do Oriente 3º 
grau - o Chefe do Oriente 4º grau - RÈaux-Croix Outras fontes 
relatam assim: 1 - Ordem dos Cavaleiros de Elus-Cohen L'Univers 2 - ordem 
de Cavaleiros maçons 3 - Eleitos sacerdotes do Universo 4 - RÈaux-Croix 




A ordem se fundiu com a Ordem de Martinista de Phillipe Encausse. Ambelain 
publicou uma declaração na revista de Martinista ´L'Initiation" 
em 1964 relatando o fechamento da ordem. 30 anos depois foi reavivado mais 
uma vez - novamente por Ambelain - que ainda parece estar morando em Paris. 


Ordem 
Martinista Sinarquica (L'Ordre et de Martiniste Synarchique)




Esta ordem é a mais antiga das que tiveram uma existência ininterrupta 
desde sua fundação em 1918 por Blanchard (Sar Yesir). Originalmente 
era Blanchard que iria se tornar o sucessor de Detré como Grande Mestre 
da Ordem Martinista Martinezista. Blanchard desistiu disto, pois ele não 
estava a favor da exigência de afiliação maçônica 
no Martinismo. Assim em 1918 Blanchard reuniu o Conselho Supremo anterior 
de Martinistas e Martinistas independentes que não aderiram ou pertenceram 
às Ordens Martinistas maçônicas e formaram uma Ordem de 
Martinistas sob a constituição original que Iniciou homens e 
mulheres. Depois, em 1934 a Ordem de Blanchard mudou seu nome para Ordem Martinista 
e Sinarquica, e Blanchard foi eleito Soberano Grande Mestre Universal. 



Com uma idade de 75 anos, Blanchard faleceu em 1953, em Paris. O Soberano 
Grão Mestre a substitui-lo foi Sar Alkmaion (Dr. Edouard Bertholet), 
da Suíça. Foi Sar Alkmaion, Soberano Grão Mestre da Ordem 
para as Lojas Inglesas que recebeu a Carta Constitutiva como Delegado Geral 
para a Grã Bretanha e a Comunidade britânica. A Grande Loja Britânica 
era governada por um comitê interno conhecido como o Tribunal Soberano 
do qual este era um dos membros permanentes: Presidente: Sar Sorath (também 
conhecido como Sar Gulion, ainda em vida). 



No momento, a jurisdição principal desta ordem está na 
Inglaterra sob da liderança de Sar Gulion. Nos E.U.A. há uma 
filial da ordem que funciona regularmente com uma carta constitutiva da Inglaterra. 
Depois da morte de Fusiller, o sucessor de Blanchard, a Ordem Martinista dos 
Eleitos Cohens fundiu com o OMS e mantém o nome do posterior. 



A linhagem de OMS atual: 1. Papus & Chaboseau (linhagem dobro) 2. Charles 
Detrè (Teder) 3. Georges de BogÈ LagrËze (Mikael) 4. Auguste 
Reichel (Amertis) 5. V. Churchill (Sar Vernita) 6. Sar Gulion/Sorath (o Grande 
Mestre Inglês) 



O OM&S independente do Canadá, tem estas linhagens; 1. Papus & 
Chaboseau (linhagem dobro) 2. Charles Detrè (Teder) 3. Georges de Bogè 
Lagrëze (Mikael) 4. Auguste Reichel (Amertis) 5. V. Churchill (Sar Vernita) 
6. Sar Sendivogius 7. William Pendleton 8. Sar Parsifal/Petrus (morto 1994). 


O tribunal de OM&S no Canadá, 1965, era compostos de: 1. Sar Resurrectus, 
Presidente (iniciado por Pendleton) 2. Sar Sendivogious, 3. Sar Petrus 



A Jurisdição canadense se declarou independente. Sar Resurrectus 
se tornou o Grande Mestre, Sar Sendivogious se retirou das atividades da OMS 
para se concentrar nos Elus Cohen, e Sar Petrus se tornou Grande Mestre. 

Tradicional 
Ordem Martinista (L'Ordre Martiniste Traditionnel)


A Tradicional Ordem Martinista permanece como a maior Ordem Martinista não 
operativa em atividade no mundo, para tanto conta com a aliança com 
a Ordem Rosacruz AMORC, é a organização Martinista que 
possui o maior número de Heptadas tradicionalmente constituídas 
e é a que possui a melhor organização administrativa. 




A sucessão da Tradicional Ordem Martinista possui vários ramos 
a saber :1. V.E. Michelet 2. Augustin Chaboseau (Sar Augustus) 3. Ralph Maxwell 
Lewis (Sar Validivar) 4. Gary L. Stewart 5. Cristian Bernard (Phenix) 



Sucessões iniciáticas: 1. Papus & Chaboseau (linhagem em 
dobro) 2. o Charles Deter (Teder) 3. Blanchard 4. H.S.Lewis 

1. Papus & Chaboseau (linhagem em dobro) 2. Charles Deter (Teder) 3. Georges 
de Bogè LagrËze (Mikael) 4. Ralph Lewis. 

O Soberano Grande Mestre da Tradicional Ordem Martinista é o Ir Christian 
Bernard ( Phenix) que possui duas linhagens: 

1. Ralph Lewis 2. Sepulcros de Orval 3. Cristian Bernard e

1. Ralph Lewis 2. Cecil UM. Poole 3. Gary L. Stewart 4. Christian Bernard.



O intuito desta compilação é o de fornecer informações 
históricas sobre o Martinismo através dos séculos. Como 
todo Martinista deve saber, não se julga um irmão pela riqueza 
ou pobreza do berço que o embalou e sim pela fraternidade que une dois 
seres que possuem gravados em seus íntimos a mesma iniciação 
e a mesma paternidade espiritual. Este é o elo que nos une.



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Ruy Blá

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