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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Adão --- Um escravo sob medida - parte 2


Adão   ---   Um escravo sob medida

 

 

Um texto sumério imortalizou a resposta de Enki aos Anunnaki reunidos, que viam na criação de um Adamu a solução para seu trabalho insuportável:







A criatura cujo nome vocês proferiram — ELA EXISTE!


"Tudo o que vocês têm a fazer", aduziu ele, "é ligá-la à imagem dos deuses".


Nessas palavras está a chave do enigma da criação do Homem, o condão mágico que remove o conflito entre o evolucionismo e o criacionismo. Os Anunnaki, ou os Elohim dos versos bíblicos, não criaram o homem do nada. O ser já existia ali na Terra, o produto da evolução daquele estágio. Era necessário apenas, para elevá-lo ao nível necessário de habilidade e inteligência, aproximá-lo da "imagem dos deuses", a dos próprios Elohim.Para simplificar, chamaremos esse ser que existia de Homem-Macaco e Mulher-Macaco. O processo imaginado por Enki era "ligar", na criatura existente, a "imagem" — a feição genética interna — dos Anunnaki; em outras palavras, desenvolver o Homem-Macaco pela manipulação genética e dar um salto na Evolução criando o "Homem" — Homo sapiens.
O termo Adamu, que evidentemente inspirou o nome do Adão bíblico, significa "imagem" no texto sumério e é repetido intacto no texto bíblico, não sendo apenas um indício da origem sumério-mesopotãmica da história do Gênesis sobre a criação do Homem. O plural bíblico e a descrição de um grupo de Elohim chegando a um consenso seguido da ação necessária também perdem o aspecto enigmático se levarmos em conta as fontes mesopotãmicas.

Nelas nós lemos que os Anunnaki reunidos resolveram executar o projeto e Enki sugeriu que encarregassem Ninti dessa tarefa, porque era a médica oficial:





Elas convocaram e pediram à deusa,

à parteira dos deuses, à sábia doadora da vida,




[dizendo;]

"Dê vida a um ser, crie trabalhadores!

Crie um trabalhador primitivo

para que ele possa suportar o jugo!

Que ele carregue o jugo imposto por Enlil,

Que o Trabalhador suporte a fadiga dos deuses!"


Não podemos afirmar com certeza se os redatores do Gênesis fizeram uma versão abreviada do texto do Atra Hasis, acima citado, ou de relatos sumérios mais antigos. Mas encontramos uma situação que demonstra a necessidade de um Trabalhador Primitivo, a assembléia dos deuses, a sugestão e a decisão de prosseguir e criar um ser. Com a compreensão das fontes, podemos entender a narrativa bíblica dos Elohim os Altíssimos, os "deuses" — dizendo: "Façamos Adão a nossa imagem, a nossa semelhança" como um remédio para a difícil situação: "não havia um Adão para cultivar a terra".

Até a Bíblia começar a relatar a genealogia e a história de Adão como pessoa específica, o livro do Gênesis refere-se a ele apenas como "o Adão", um termo genérico, como expliquei em O 12º Planeta. O relato não citava uma pessoa chamada Adão, mas queria dizer o "terráqueo', que é o verdadeiro sentido da palavra vinda da raiz Adamah, a "Terra". Mas trata-se também de um jogo de palavras: Dam significa especificamente "sangue" e reflete, como veremos adiante, o modo de "manufaturar" o Adão.

O termo sumério para designar o homem é LU. Mas sua raiz não significa "ser humano", mas sim "trabalhador, servidor"; quando aparece como componente de nomes de animais significa que são "domesticados". Na linguagem acadiana do Atra Hasis (de onde vieram todos os idiomas semíticos), recém-criado chamou-se lulu, que também significava "misto" em sentido mais profundo. Era, portanto, outra referência à origem de Adão: o "terráqueo" ou "Feito de sangue".

Muitos textos de argila da Mesopotâmia, encontrados em diferentes estados de conservação e fragmentação, foram revistos depois da edição de O 12? Planeta, assim como os "mitos" de criação de outros povos do Velho e do Novo Mundo. Todos eles registram um processo envolvendo a mistura de um elemento divino a um terrestre. Geralmente o elemento divino é descrito como uma "essência" derivada do sangue de um deus, aliada a um elemento terrestre como "argila", ou barro.

Não há dúvida que todos tentaram contar a mesma história porque todos falam do Primeiro Casal. A origem certamente é suméria, e nessas narrativas encontramos descrições elaboradas e detalhadas a respeito do feito maravilhoso: a mistura dos genes "divinos" dos Anunnaki aos genes "terrestres" do Homem-Macaco.

Foi a fertilização in vitro, em tubos de ensaio, como sugere a ilustração de um selo cilíndrico (Fig. 51). Como venho repetindo desde que a ciência moderna conseguiu igualar o feito, Adão foi o primeiro bebê de proveta...










                            Fig. 51

Existem motivos para acreditarmos que Enki sabia que essa manipulação genética era possível ao sugerir a criação do Trabalhador Primitivo. Sua sugestão de encarregar Ninti da execução também não foi uma idéia momentânea.

Estabelecendo as bases para os acontecimentos seguintes, o Atra Hasis inicia a história do Homem na Terra atribuindo os deveres dos chefes Anunnaki. Quando a rivalidade entre os dois meios-irmãos Enlil e Enki atingiu um nível perigoso, Anu sorteou seus lotes. Enlil recebeu o comando dos primeiros acampamentos e das operações de E.DIN (o Eden bíblico); Enki foi enviado à Africa para supervisionar AB.ZU, a terra das minas de ouro. Sendo um grande cientista, Enki deve ter passado boa parte do tempo estudando a flora e a fauna da região, assim como os animais que seriam, 300 mil anos depois, os fósseis encontra-dos por Leakey e outros paleontólogos no sudeste da Africa.




À continuar . . .



Extraido do livro Genesis Revisitado de Zecharia Sitchin   ---   Editora Best Sellers   ---   1990  

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