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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Os períodos evolutivos da humanidade




Assim como o período anual se divide em quatro estações -- Primavera, Verão, Outono e Inverno -- da mesma forma os períodos evolutivos da humanidade estão divididos em quatro estações ou eras – Satya Yuga, Tetra Yuga, Dwapara Yuga e Kali Yuga.

Acabámos agora de terminar os primeiros 5,114 anos da Kali Yuga, ou a estação do inverno do atual período da evolução humana. Ainda temos cerca de 426,886 anos antes do seu final.

A Filosofia Esotérica ensina que a Kali Yuga constitui um ciclo de testes e provações, de duras condições externas. Mas, por outro lado, tem o potencial de ser um tempo de grande aprendizagem.

Todos os períodos de provação oferecem as melhores condições para aprender as lições mais sagradas.

Deste ponto de vista, podemos dizer que é na estação das dificuldades externas que a humanidade pode alcançar uma grande expansão da consciência. Em outras palavras, um Kali Yuga "exterior" oferece a possibilidade de um Satya Yuga "interior".

Alguém perguntou a John Garrigues:

"Porque é possível alcançar mais na Kali Yuga."
Ele respondeu:

"Não acha que poderíamos colocar isso em termos morais? Os contrastes são muito mais nítidos, muito mais puros, na Kali yuga do que em qualquer outra era, e nós aprendemos por contraste. Além disso, o W. Judge diz que a Kali Yuga tem a dinâmica de todas as outras eras atrás dela." ("Point Out the Way", p.178)

Olhando para a complexidade do processo evolutivo, e dos ciclos dentro dos ciclos, pode-se ler na "Doutrina Secreta", Vol. II, p. 198 (edição original em inglês), o seguinte:

"Que o leitor mantenha em mente que, assim como cada uma das sete raças está dividida em quatro eras -- a era de Ouro, Prata, Bronze e Ferro -- o mesmo acontece com cada divisão menor de tais raças."

Podemos então concluir que todas as nações, como todos os continentes, estão sob influências "sazonais" menores. Algumas estão começando a sua Primavera (idade do ouro), outras estão no seu Verão (idade da prata), outras estão no seu Outono (idade do bronze), e finalmente, outras estão no seu Inverno (idade do ferro).

Também é importante ter em mente que a atual crise planetária é parte das valiosas oportunidades para aprender durante o longo período de Kali Yuga.

HPB salienta num dos seus artigos:

"Há uma coisa peculiar à presente Kali Yuga que pode ser usada pelo estudante. Todas as causas agora trazem os seus efeitos muito mais rapidamente do que em qualquer outra ou melhor era. Um amante sincero da raça pode alcançar mais em três encarnações sob o reino da Kali Yuga do que ele conseguiria num número muito maior em qualquer outra era."

Em seguida acrescenta:

Assim, suportando todos os múltiplos problemas desta Era e triunfando constantemente, o objeto de seus esforços serão mais rapidamente alcançado, pois enquanto os obstáculos parecem grandes, os poderes a serem invocados podem ser alcançados mais rapidamente." (CW, Vol.IX, p. 102)

A Natureza sempre nos dá muitas oportunidades para aprender, e uma profunda conexão com o mundo natural será uma das características das civilizações futuras.

A cientista e ativista ecológica Rachel Carson, que nos anos 70 denunciou o envenenamento dos ecossistemas por atividades humanas, escreveu sobre a importância que o sentido místico de deslumbramento tem de nos reconectar com a Vida e a Lei:

" Qual é o valor de preservar e reforçar este sentimento de deslumbramento e admiração, este reconhecimento de algo além dos limites da existência humana? É a exploração do mundo natural apenas uma forma agradável de passar as horas douradas da infância ou há algo mais profundo?  

Estou segura que é algo mais profundo, algo duradouro e significativo. Aqueles que habitam, como cientistas ou leigos, entre as belezas e mistérios da terra nunca estão sós ou cansados da vida. Quaisquer que sejam os dissabores ou preocupações de suas vidas pessoais, seus pensamentos podem encontrar caminhos que conduzam à satisfação interior e a um renovado entusiasmo pela vida. Aqueles que contemplam a beleza da terra encontram reservas de força que irão resistir enquanto a vida durar. Existe uma simbólica bem como uma beleza real na migração dos pássaros, no fluxo e o refluxo das marés, no broto retorcido pronto para a primavera. Existe algo infinitamente curador nos repetidos refrões da natureza -- a garantia que o amanhecer vem após a noite, e a primavera após o inverno." [1] 

Fraternalmente,

Joaquim Soares e Magda Lóios



NOTA:

[1] "The Sence of Wonder", Rachel Carson, Harper & Row Publishers, New York, 1956, pp.96, p.88-89.

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